Sentimos a necessidade de interagir expressando o que se passa nas nossas cabeças, denunciando o que não queremos aceitar, levantando questionamentos.Transformamos nossa raiva, receios, inconformidade e alguma esperança, em barulho, com toda nossa vontade.Tocamos desde 1989 e experienciamos muitas coisas, conhecemos muitas pessoas e lugares que significam muito nas nossas vidas. Passamos também por situações ruins que também têm seu significado e importância.Tocar e viver se tornaram sinônimos.

   Tocar e viver nesta caótica realidade patriarcal, sexista, homofóbica, capitalista, racista, que dá vasão aos nacionalismos e xenofobias, oprimindo e ditando regras. Expressamos nossa contrariedade a estas regras. Não queremos nos calar nem fazer “música” para manter os ouvidos acomodados.Sabemos que somos só um grupo, mas somamos a outros e assim fortalece a luta.Conscientes também que tocar é expressão que contribui mas que há outras expressões e ações necessárias. A luta é diária.O barulho é vital.