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Sentimos
a necessidade de interagir expressando o que se
passa nas nossas cabeças, denunciando o que
não
queremos aceitar, levantando
questionamentos.Transformamos
nossa raiva, receios, inconformidade e alguma
esperança, em barulho, com toda nossa vontade.Tocamos
desde 1989 e experienciamos muitas coisas,
conhecemos muitas pessoas e lugares que significam muito nas nossas
vidas. Passamos
também por situações ruins que
também têm seu significado e
importância.Tocar
e viver se tornaram sinônimos.
Tocar
e viver nesta caótica realidade patriarcal, sexista,
homofóbica, capitalista, racista, que dá
vasão aos nacionalismos e xenofobias,
oprimindo e ditando regras. Expressamos nossa contrariedade a estas
regras. Não
queremos nos calar nem fazer “música”
para manter os ouvidos acomodados.Sabemos
que somos só um grupo, mas somamos a outros e assim
fortalece a luta.Conscientes
também que tocar é expressão que
contribui mas
que há outras expressões e
ações necessárias. A
luta é diária.O
barulho é
vital.
...//...
A
No Rest não toca
há 2 anos. A última gig rolou aqui em porto
Alegre
seguida de uma turnê pelo interior. Depois disso, o Santi
voltou
para Alemanha e também o Lasse voltou para a
Finlândia.
É dificil determinar, definir que a banda não
existe
mais. Por fazer parte por tanto tempo de nossas vidas... 2 anos
não são muitos se comparados a 21... Em nenhum
momento
nós tomamos a decisão de parar, as coisas apenas
foram
acontecendo, como sempre foi...a No Rest sempre foi uma
extensão
dos nossos projetos de vida, tocar, fazer som, letras, expressar, criar
capas e desenhos, viajar, conhecer, denunciar...Por isso é
estranho hoje não estarmos tocando. Estarmos vivendo
separadxs...
Isso pode se transformar...
Nos sentimos como que esperando um momento...sem saber...mas não tocar
juntxs é realidade
agora. Por isso achamos melhor expressar este momento e
encará-lo.
todxs nós 4 continuamos tocando, em outras bandas, porque
continua sendo fundamental.
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